Cahan! (onomatopéia de limpeza de garaganta)
Hehehe!
;-) Acho que você está complicando demais as coisas. Não, Zé! Para chorarmos é só seguir as regras, nada de ficar pensando em quem chora ou como chora - nos homens, mulheres, crianças, velhinhos; nos amigos, não-amigos, inimigos chorões; ou no choro reprimido, contido, calado, trêmulo, ou ruidoso; tampouco na maneira como lidamos com o choro oculto, médio, escancarado; ou nem ao menos no sentido social do choro - que diferença faz quem está olhando, não é verdade? Bobagem isso! É só seguir as instruções, ué!
Hehehe!
;-) E mais que as palmas para dentro para uma tentaitiva de choro contido e oculto precisamos lembrar do peito subindo e descendo, trêmulo, com os suspiros e soluços, alguns ruídos até. Aí sim temos um chôro! E só três minutos, hã? Nada de ficar chorando demais, que não pega bem...
Hahaha!
;-) E ói, cuidado Zé: com esse questionamento todo vai parecer que você não gosta dos procedimentos... Não seja rebelde... Hahaha! Você segue o protocolo não segue?
HAHAHAHAHA!
____________
Isso de nos verem chorar pode ser muito edificante também... nos ensina sobre nossa fragilidade, instabilidade, nossos valores. Quando há alguém que nos leva ao choro e assiste à cena com sadismo, mesmo na frente desse chorar pode ser desintoxicante - desvela a raiva e o orgulho que ocultamos lá dentro e nos permite o diagnóstico da eficiência de nosso trabalho interno... E mesmo quando a gente não consegue - atualmente eu não consigo - ter essa serenidade para analisar naquele momento mesmo, a situação desperta nossa percepção para a intensidade de nossas paixões...
Então choremos, certo?
=)